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Do quarto para a nuvem

Olá, caros leitores!

Estou aqui para falar sobre as duas canções que gravei no quarto de um amigo, o produtor musical Bil, que faz de seu computador um verdadeiro estúdio. Resolvi aderir ao “Do yourself” pra ver qualé.

Vou tentar descrever sobre o que fala cada uma das duas canções e depois colocarei o link pra que vocês possam fazer download.

Vamos lá?

Elefantes das nuvens. Pássaros do chão

Capa do EP: "Elefantes das nuvens. Pássaros do chão."

Começando pelo nome do EP.

O projeto “Elefantes das nuvens. Pássaros do chão” é um romance de opostos. Eleva o impossível e incorpora o improvável, tornando o mundo um lugar mais confortável para os sonhadores. Gravado na simplicidade de um quarto, entre os intervalos de uma vida corrida, ele foi consumado pra que eu pudesse participar do FEMUCIC, um importante Festival de Música do Sul do País. O título também faz alusão a sigla EP.

A ilustração da capa é de Milena Karola, grande amiga e uma das melhores artistas que conheço.

Cor

É uma poesia que se tornou música e que, inclusive, eu já havia postado no blog anteriormente.  Fala de fascínio por pessoas encantadoras. É uma exaltação a empatia das amizades repentinas. Fala de almas que se completam, de telas que se preenchem de cores, de mãos que se buscam e do inacessível e perigoso amor entre o céu e o mar.

O Desbravador de endereços

É a história de amor e morte de um carteiro perdido e apaixonado. Quando a rotina que o transformara na visita pioneira de certos endereços, fazendo dele um desbravador de ruas, números e pessoas, começou a pesar-lhe sobre os ombros, apaixona-se perdidamente por alguém que começa a conhecer através das cartas que viola.

Sem pudor, descobre nos conteúdos das correspondências daquela que se tornou a nova luz do seu dia-a-dia já tão cansado das mesmas luzes que ela já ilumina outro coração. Até que um dia resolve dar fim a própria vida.

O refrão é um incentivo ao nosso bem maior, lembrando que não vale a pena desistir de viver por uma razão, já que a maior delas está num mundo bem maior que o exterior: o mundo que existe dentro da gente.

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Bom pessoal, é isso.
Deixo aqui registrado também os créditos do release feito por Michele Pupo e da fotografia principal do Trama feita pela minha amiga-irmã Cacau.

Agora, é baixar e conferir as canções no link que segue:
http://tramavirtual.uol.com.br/artistas/ithalofurtado

Se curtirem, peço que compartilhem nas redes sociais.

Obrigado

Ithalo Furtado

O Compositor de Sonhos

Nossa bandeira mais bonita
Quando vamos levantar?
Vãos entre coisas que lutamos
E o que sentimos é tão frágil 

Tudo o que faço é pelas flores
Que, eu feito fruto, me doei até sangrar
Quem dera a nossa juventude
Fosse a tanta ternura que já cansamos de esperar 

Todas as canções, todos os livros
Todos os ritos que compomos pra encantar
São exércitos invencíveis
Que sangram, emotivos, o que não deixamos de acreditar 

Quanto vale o meu grito
Enquanto o silêncio for o canto mais ouvido?
Quanto vale o que acredito
Enquanto o mundo acredita que tudo está perdido? 

Eu me cortei com um fio de esperança
Sangrei tanta luz que até ceguei quem tentava me curar
Eu me passei por criança
Enquanto as nuvens explodiam sem culpa e sem parar 

Tudo o que faço é por meus filhos
Que, eu feito fruto, me doei até sangrar
Quem dera toda humanidade
Fosse o berço da mudança que já cansamos de sonhar 

Todas as canções, todos os hinos
Todos os ritos que compomos pra enfrentar
Nossos verdadeiros inimigos
Que, ora, estão vivos, vivos enquanto eu calar

Ithalo Furtado

Teatro dos Pessimistas

È triste às vezes perceber que o pra sempre não existe, que o breve é passageiro, e o momento se foi. Por diversas vezes o presente nos prega peças que acabam por fazer com que o espetáculo inteiro seja defasado, se a mim fosse concedida escolha, talvez dessa peça não participasse, pois as pequenas falhas em cena mudam todo o contexto da encenação, levando o espectador a aplaudir ou vaiar algo que pode não ser o personagem na integra.

Somos todos, atores e atrizes perdidos em meio a este espetáculo que se chama: VIDA. Alguns já passaram por vários nuances da encenação, filmes, novelas, monólogos, e de cada uma destas experiências é possível tirar um sentimento. Acho que nosso coração é um teatro, e os sentimentos são as lições aprendidas dia a dia em cada oficina.

Participei de algumas oficinas, aprendi muitas lições, porém meu teatro ainda abre as cortinas quando escuta o mínimo ecoar da anunciação de mais uma noite. Queria poder deixar o palco mais o amor pela angústia, a idolatria pela espera não deixam que eu o faça.

Muitas das lições aprendidas foram pela metade, entretanto serviram-me inteiramente, outras nem tanto, pois continuo errando a hora da pausa para os aplausos e mais ainda as vaias. Os espectadores adoram a vaia… Quando tu erras o mínimo do script lá estão eles para te bombardearem com uma chuva de tomates. Por isso é que a muito meu teatro está fechado e quando é aberto os ingressos são limitados e ainda assim jogam-me cerejas.

Não sei mais como ensaiar para sair perfeito, acho que no fim acabarei por ficar com as poucas lições e conceitos que aprendi e trancarei de vez este teatro dos pessimistas.

kal

. Kal Calisto – minha irmã e uma das artistas mais brilhantes que ja conheci…