Doce Juventude

Solidão é um cais baldio
repleto de vãos navios sem tripulação
Diário de bordo: “Perdemos sonhos pelo caminho…”
Mas, não faltou coração

Solidão é uma armadilha
do peito ferido, dos apartamentos
Querido Diário: “Eu bem que tentei sorrir…”
Mesmo que sorrisos pequenos

Quando me olhou pela terceira vez
vi que eu era feito de nuvens
Cai em tentação e tentei mais uma vez
Só que dessa vez, faltou coração
Você sobrou, eu calei
Que se dane os heróis, eu sou fora-da-lei

Solidão é preguiça dos braços
injustiça dos sapos com a lua
Jesus, por favor, faz do luar o meu lar
me faz ébrio palhaço das tolices de amar

Solidão é um mantra diário
de quem um dia foi escudo de lã
É que Vinícius me diz tanta coisa
que qualquer outra me parece vã

Quando me olhou por cima do Ray-Ban
em plena Orla de Atalaia
Que doce juventude Deus te deu, menina
Só que dessa vez, era um samba-canção
naquela tarde RocknRoll que passei
Mas, que se dane os heróis, eu sou fora-da-lei

Ithalo Furtado

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2 comentários em “Doce Juventude”

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