Âmago

Na tua boca eu pus meu âmago
E mesmo assim, enverguei-me de paixão
Pelo cheiro da música, pelo toque do poema
E pela textura da canção
Que a tua alma sempre canta

Nesse teatro, meu papel final
É do bandido que não cede à prisão
Cada pedaço de céu me lembra
Teu falso beijo naquela cena

Se vieres pra qualquer loucura minha
Não vista a tua armadura de razão
Pois, esta é pedra, e meu sopro é veneno
Para as flores já mortas do teu verão

Nesse teatro, meu papel final
É do bandido que não cede à prisão
Cada pedaço de céu me lembra
Teu falso beijo naquela cena

Por mais que tu ames o meu signo
Somos carinhos que também ferem por medo
Todo homem é seu próprio Deus da mentira
E a minha vida foi roteiro pra um espetáculo de exageros

. Ithalo Furtado

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