Casa de Papel e Seda

Quando as cortinas se abraçam
e fui fagulha de um fulgas espetáculo
Quimera, ruína, mulher e quem sabe
minha própria solidão
 
Há mil personagens gritando por liberdade
bem na hora em que pus meus fantasmas pra dormir
 
E eu, mera atriz, por um triz rarefeita
quando chego, imperfeita, ao topo de um mundo vazio
Passo a louvar o fracasso, passo da coragem ao cansaço
ao meio passo da luz de um boteco vadio
 
A dor em mim
é mais uma das tantas máscaras
que eu abrigo em minha face emprestada
E agora todo espelho parece fugir
 
Foge por que não me cabe
sou a casa de todos os meus personagens
A mulher que não sabe fugir das dores de atriz

. Ithalo Furtado

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Uma opinião sobre “Casa de Papel e Seda”

  1. Olá Ithalo, tudo bom?
    Seu site ficou uma graça com o tema natalino, adorei! E os poemas continuam maravilhosos! Atualizei no meu site a menção à sua página, quando puder dê uma visitada. Se tiver alguma informação a complementar, é só avisar!
    Abraços, Carla

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