O Moço da Foto

O moço da foto
Tem no riso, um veneno
Que eu não sei explicar

Ele carrega um mundo
Que você não conhece
Por detrás da promessa que não virá

O moço usa terno
E você com seus trapos
Ainda insiste em pensar

Que a beleza é exata
É honesta e sensata
É pura demais pra enganar

O moço que mora
No chão da cidade
Sem culpa de nada

E te olha nos olhos
Inflamando a esperança
Nas paredes pinchadas

O moço que é santo
E amanhece com o vento
Pelas calçadas cinzas

Às vezes invade a casa
Como se fosse um amigo
Como se fizesse parte da vida

Ah, se um dia eu tivesse
O poder desse moço
Será que toda gente se acostumaria

A ver na foto
O meu olhar de tristeza
Como o começo de uma nova alegria

. Ithalo Furtado

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