Vida

Vida, essa doce paz silenciosa
que não há de ter ferida mais dolorosa
é como o barco que cansou
de enfrentar os mesmos temporais
 
É a forte chama das velas
É o sabor amargo do beijo
de quem há tempos
já não sente encanto algum
 
É o que anda pelos cantos do caderno
do menino estranho
É o que outros chamam de eterno
por tantos outros cantos
 
É uma louca poesia e eu lhe juro
em nada nos compete ser o próximo verso a rimar
Vida é um quarto escuro
e nós as crianças com medo de brincar
 
Vida, esse dilúvio de fantasias
esse orvalho de sabedoria
esse desmedido afã que nos invade
sempre que sonhamos
 
Me fale sobre seu Criador
Qual sua intenção?
Por que nos inventou?
E já que somos invenção
por que nascemos tão livres?

Ithalo Furtado

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