O Livro da Alma

Bem, pessoal, eu participei do Concurso de Poesia do Jornal Caderno Urbano. Ela devia ser inédita, por isso, não a publiquei até então. Como nada ganhei, estou publicando agora.

E já que os jurados não aprovaram (rs), espero que vocês aprovem!

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O LIVRO DA ALMA

De longe eu via, como um afresco sem tintas
O que de perto a realidade me negou
E era tanta esperança abafada no peito das pessoas
Que eu chorava estrelas
Por que dentro de mim explodia um universo de saudade

E assim, aprendi que até um dia feliz tem seu preço
mesmo que este seja inatingível
é meu dever dar valor as coisas que não atinjo
como as maiores vontades da minha alma

Aprendi que carrego comigo
a paz e o encanto de tudo que sinto
e como filhos do meu cuidado
eles serão o que serei todos os dias

Aprendi que minha religião é a vida
e que a minha igreja é o mundo inteiro
que eu tenho todos os amigos que preciso
morando num retrato que levo junto ao peito

Aprendi que mar e céu não se beijam no horizonte
mas, se abraçam, às lágrimas
e despedem-se apaixonados
quem seria incapaz de sentir isso na brisa?

Aprendi a me reinventar a cada derrota
A me redescobrir a cada gesto ou palavra
para que um dia eu perceba o quanto a vida pode ser maior
quando a gente cheira à simplicidade

Reparando nas coisas inexplicáveis
descobri que somos feitos simplesmente
de poeira, de sonhos e de lágrimas

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