A Cidade é um Cão Guia

Segue o cego pela estrada seca
Levando no sorriso o sol e a primavera
Construindo universos
Ao redor de sua mente cansada
De tanto tatear estrelas no escuro

Segue o cego pela Pinheiro
Cego pelos olhos de luz dos monstros de metal
Cego pela nebulosa de informações
Segue o cego pela via errada
Pela vida torta
Mais uma vez

Ele pede perdão
Ao mendigo
Deus das calçadas
Ele pede ajuda
E grita seu grito rouco
Para cada santo da igreja
E para cada ladrão do mercado
Segue o cego desnorteado
Pela vida errada
Pela via torta
Mais de uma vez

E quando o dia se finda
Ele senta no chão batido do mundo
E escreve seus versos tortos
A fim de escapar pra sempre
Pela estrada do infinito
A fim de exilar seu corpo cansado
De toda a paranóia do espírito

Ele libera o espírito
que tanto o aflinge
E une versos
E une versos
E une versos

Segue o cego a cantar uma canção…

cegueira

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