Só mais um super-herói sem rumo

Ei, Senhor Arquiteto de Tudo
Permita que eu viva sem fronteiras
Que eu tenha barras e não barreiras
Que eu esqueça que um dia eu tive medo de vencer
Permita que eu me apaixone por todas as coisas
E que eu não caia nos braços de uma grande paixão
Pois eu, egoísta, não saberei me doar a um ser só
Que eu busque também a minha eterna imperfeição
Nesses tristes tempos de excelência
Tempos em que a noite parece ser igual ao dia
E os sorrisos meros truques de magia
Permita que eu ande distraído e que também perca a noção
Permita que eu também tropece e que isso evidencie a minha falta de razão
Que eu também seja incoerente em minhas decisões
Que eu seja forma, cor, substância e interjeição
Eu mereço e preciso errar
Essa, afinal, é a essência que a mim foi dada
E da minha essência nunca irei me separar
O erro sempre estará presente em minha louca estrada
E o tempo que levarei pra me acostumar
Com a idéia de um dia inexistir
É um tempo alheio a minha vontade de sonhar e de seguir
Sei que um dia, assim, ao acordar
A manhã me apontará para um outro amanhecer
E eu partirei pra uma viagem sem volta
Isso me revolta e me faz viver

oracao1

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