Reinvenção

Reinventar-se é fundamental
Em cada gesto, em cada verso, em cada chão
Em cada passo em falso que a gente dá e nem percebe
Na palavra de carinho que a gente diz pra quem nem conhece
No abraço apertado que se dá na pessoa mais querida desse mundo
No mundo que a gente inventa com poucos rabiscos de caneta
Na caneta do tempo, na borracha inevitável do que jamais se apaga
Vivemos a eterna fome de sermos tantas coisas em uma só
Recriar-se em tudo, reler-se no ilegível
Absorver novos sons, novas vozes, novas palavras
Aprimorar a resposta nunca dita pra uma pergunta antiga
Perguntar-se sobre o café de amanhã bem cedo
Pra no fim das contas descobrir
Que o primeiro alimento do dia é sempre você mesmo
Rever-se nas fotos da infância, reciclar-se em sonhos mais ousados
Repor a conversa com sua própria mente
O que fará daqui pra frente e o que deixou pra trás que tanto te machuca
A vida, afinal, ainda não acabou
A vida só cessa quando o coração da gente sopra-se pra longe
E o céu se abre dentro do quarto
E o palhaço retira a maquiagem revelando o que nele existe de mais sofrível
E nós somos todos palhaços maquiados
para o confronto diário do nosso circo invisível

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