Blog do Escritor e Poeta Ithalo Furtado

Archive for outubro, 2010

Capa do Livro “Poesia Diária”

Olá meus queridos leitores! Há alguns dias perguntei no Twitter se seria uma boa idéia transformar meu blog em livro e tive uma ótima resposta das pessoas que me seguem tanto no meu Twitter pessoal quanto no do blog. A idéia é realmente criar um livro com a inteira participação de vocês e não poderíamos começar com [...]

O olhar mais doce que existe

O olhar mais doce que existe brotou da íris das tuas janelas Árvores de pureza que só choram  flores de simplicidade A maldade não caminha diante dos teus olhos É como se a tempestade fosse a brisa disfarçada Como se a humanidade tivesse sido envenenada Você reinventou todas as curas com esses sonhos tão bonitos E quanto a mim [...]

Casa de Papel e Seda

Quando as cortinas se abraçam e fui fagulha de um fulgas espetáculo Quimera, ruína, mulher e quem sabe minha própria solidão   Há mil personagens gritando por liberdade bem na hora em que pus meus fantasmas pra dormir   E eu, mera atriz, por um triz rarefeita quando chego, imperfeita, ao topo de um mundo [...]

A Poesia de tudo

Amanheci rima. Acordei com a música por baixo das pálpebras que soavam notas primas no seu lento desabrochar. Com a alma em harmonia, um simples lançar de retinas meu bastava para tudo se encaixar perfeitamente. Nota por nota, a vida tratava de unir até mesmo os desafinados. A madeira, apaixonada, debruçou-se sobre o machado e [...]

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Antes de ouvir a canção Perca-se dentro de si mesmo E deixe que a canção provoque o encontro Entre você e sua metade perdida . Ithalo Furtado

Para esquecer ou lembrar alguém pra sempre

Para esquecer ou lembrar alguém pra sempre O coração precisa de outra canção A canção precisa de um novo carinho  E se possível, de um novo coração Para esquecer é preciso construir Para lembrar não é preciso nada O esquecimento é uma pedra em cada cílio A lembrança é uma criança visitando sua avó Para esquecer ou lembrar alguém pra sempre [...]

A casa dos pássaros

Sem entender se o amor tinha tamanho se era imenso ou se só diminuia Fui perceber Que eu era ingênuo e estranho o amor era só intenso e incensantemente me cabia Mas, ainda havia uma fração de incerteza repousada sobre mágoas, qual o sol sobre o dia Eu não entendia que perder a inocência era negar a esperança [...]

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Somente na ausência de tudo Na quietude da casa Na soberania do silêncio Onde as orações são inaudíveis É que o sofrimento deveria tatuar seus entretantos . Ithalo Furtado

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Quero acordar em outra cena Num teatro sem platéia Reinventar e se preciso me perder das entrelinhas Todo silêncio me fascina Só o fim das frases me completa Se ser poeta é traduzir a vida em signos Por tudo o que é inaudível, serei poeta Por qualquer imprevisão Pela frágil inequação Pelo caos do coração em [...]

Morena

Quem carrega na pele A voz da madrugada Leva no peito algo muito maior Sob esse sorriso de amanhecer Que parece, todo dia, reinventar o sol Cada passo teu, morena É tão imenso que jaz um caminho De cada novo sonho que tens Quem caminha tão leve Como a madrugada Renasce, por direito, muito maior [...]

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